Século XIX
O século XIX comprime estradas de ferro, correio a vapor, iluminação a gás, imprensa barata e, no Brasil, Império, tráfico interno de escravizados e abolição tardia. Viajar, informar-se, acender a casa e tratar o corpo mudam em ritmos diferentes conforme a renda e a cidade.
A fotografia e a litografia multiplicam imagens do cotidiano — Debret, Frond, Ferrez — que são documentos de olhar, enquadramento e encomenda, não janelas neutras. Relatórios médicos, códigos de posturas e jornais completam o quadro e revelam o pânico das elites diante da rua, da epidemia e do trabalhador.
Os guias evitam a teleologia do “progresso”: trem não extingue a tropa no mesmo ano em todo o território; o gás não chega ao interior; a higiene “científica” convive com práticas antigas. A unidade do século é uma convenção de calendário, não de experiência.
Guias deste recorte
Como as casas eram iluminadas no século XIX
A noite doméstica do século XIX europeu não tem uma só lâmpada. Começa com a vela de sebo e a candeia de azeite, passa pelo gás de rua que entra em alguns salões, ganha o…
Como mudou a higiene pessoal no século XIX
No século XIX, a higiene pessoal na Europa Ocidental não passou, de um salto, da “sujeira medieval” ao banho diário. Georges Vigarello mostrou que as noções de limpo e sujo mudam…
Como as notícias circulavam no século XIX
No século XIX, uma notícia podia nascer num porto, viajar por carta, saltar para uma folha impressa e, a partir de meados da centúria, atravessar países pelo fio do telégrafo.…
Como as pessoas viajavam no século XIX
No século XIX europeu, viajar deixou de ser só privilégio de mercadores, militares e peregrinos para se tornar, em certas rotas, experiência de classe média e de trabalhadores…
Como se tratava a saúde no Brasil do século XIX
Tratar a saúde no Brasil do século XIX não significava percorrer um único caminho até o médico diplomado. Havia faculdades na Bahia e no Rio, santas casas, boticários, barbeiros…