Ir para o conteúdo
IROKODVida cotidiana no passado
Favoritos

Moradia

Morar é um fato técnico — parede, cobertura, fogo, água — e um fato político. Quem dorme no átrio de passagem, no cubículo de ínsula, na maloca coletiva, no sobrado com loja ou no cortiço da República não compartilha o mesmo direito ao recolhimento. Os guias de moradia descrevem plantas e materiais sem transformar a casa em retrato psicológico da “família de outrora”.

A evidência muda de natureza: ruína pompeiana, inventário colonial, gravura de Rugendas, código de posturas. Nenhuma delas é a casa em si. Cruzá-las evita dois erros: o palácio como norma e o casebre como essência de um povo.

Guias deste assunto

Como as casas eram iluminadas no século XIX

A noite doméstica do século XIX europeu não tem uma só lâmpada. Começa com a vela de sebo e a candeia de azeite, passa pelo gás de rua que entra em alguns salões, ganha o…

Como eram as casas no Brasil Colonial

A casa no Brasil Colonial não se resume ao par casa-grande e senzala. Havia sobrados de cidade, casas térreas de taipa, palhoças, senzalas de engenho, cubículos urbanos,…

Como eram as moradias de povos originários no Brasil

Não existiu uma moradia “indígena” única no território que hoje é o Brasil. Famílias linguísticas distintas — tupi-guarani, jê, aruak, karib, pano e muitas outras — ocuparam…

Como eram as casas na Roma Antiga

Na Roma Antiga não existia um único tipo de casa. Entre o final da República e o Alto Império, o morar dependia da cidade, da renda, do estatuto jurídico e do ofício. Uma família…