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IROKODVida cotidiana no passado
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Renascimento

Renascimento é um rótulo posterior para um conjunto de cidades, cortes e oficinas — sobretudo italianas, depois flamengas e francesas — entre os séculos XV e XVI. Não descreve o cotidiano de toda a Europa nem o de um camponês toscano da mesma forma que o de um mercador veneziano. A vida das oficinas, das festas cívicas e do vestuário de prestígio é o recorte destes guias.

Contratos de aprendizagem, inventários, pinturas de gênero e livros de contas mostram rotinas de trabalho longas, hierarquia de mestres e oficiais, e um mercado de roupas usadas tão importante quanto o de tecidos novos. A arte do período é fonte visual, não fotografia: Carpaccio e Dürer encenam, selecionam e encomendam.

O humanismo letrado convive com fomes, epidemias e desigualdades urbanas. Celebrar “o homem renascentista” sem perguntar quem tecia, quem servia e quem ficava de fora da celebração pública é repetir a propaganda das elites que pagavam a festa.

Guias deste recorte

Como eram as festas e o lazer no Renascimento

No Renascimento europeu, festa e lazer continuavam presos ao calendário cristão e ao prestígio da cidade. Não houve um ócio laico de massa. Houve procissões de Corpus, carnavais…

Como artesãos organizavam a rotina nas oficinas do Renascimento

A oficina do Renascimento europeu — a bottega italiana, o ateliê flamengo, a casa-oficina de Nuremberg — era ao mesmo tempo moradia, escola e empresa. O mestre não “expressava…

Como as pessoas se vestiam no Renascimento

Entre cerca de 1400 e 1600, vestir-se na Europa ocidental era um ato econômico e político, não só estético. A peça anunciava cidade, ofício, estado civil, religião e renda. Um…