Início do século XX
As primeiras décadas do século XX, no recorte brasileiro destes guias, coincidem com a República oligárquica, o crescimento fabril de São Paulo e do Distrito Federal, a escola graduada, o bonde elétrico e uma infância cada vez mais visível para o Estado — como aluno, como operário ou como “menor” a internar.
Chalhoub, Sevcenko, Fausto e a hemeroteca de jornais mostram uma cidade que se reforma para alguns e se adensa para muitos. Cortiços, fábricas, grupos escolares e redações de jornal são palcos do mesmo tempo, com direitos desiguais.
O recorte para no entreguerras. Não se projeta sobre 1910 a escola, o transporte ou o trabalho de 1950. Onde a evidência é carioca ou paulista, o texto o declara, porque Recife, Porto Alegre e o sertão não repetem o mesmo arranjo.
Guias deste recorte
Como era a rotina nas fábricas brasileiras do início do século XX
No início do século XX, a fábrica brasileira — sobretudo têxtil, de chapéus, de calçados e de alimentos — organizava um cotidiano de sino, multa e pó. Não era o destino da…
Como era a infância no Brasil do início do século XX
Não havia uma infância brasileira no início do século XX. Havia meninos de jornal, meninas de fábrica têxtil, filhos de coronel no internato, crianças de roça na colheita e bebês…
Como funcionavam as escolas no Brasil do início do século XX
No início do século XX, a escola brasileira não era o destino cotidiano da maioria das crianças. O censo de 1920 ainda registrava analfabetismo em torno de dois terços da…