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IROKODVida cotidiana no passado
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Brasil Império

O Império (1822–1889) herda a escravidão, desloca a corte para um Estado nacional e convive com fazenda, sertão, cidade portuária e, tardiamente, com a Lei Áurea. Casar, festejar, comer, ensinar e adoecer dependem de renda, cor, gênero e da distância até um médico diplomado ou uma paróquia.

A documentação se adensa: jornais, relatórios de presidentes de província, processos, fotografias e a literatura de viajante. Isso não torna o Império transparente. A maior parte das rotinas rurais continua mediada por senhores, capatazes, curadores e párocos.

Os guias distinguem a Corte, as capitais provinciais e o mundo da fazenda. Evitam tanto o retrato áureo dos saraus quanto o vazio de um interior sem história. A abolição de 1888 altera o direito; não apaga, no dia seguinte, as hierarquias de moradia, comida e festa.

Guias deste recorte

O que se comia no Brasil Império

No Brasil Império, a pergunta “o que se comia” só tem resposta se se nomeia quem comia. A farinha de mandioca sustentava grande parte do litoral e do interior; o feijão, o…

Como era a vida no campo no Brasil Império

A maior parte da população do Brasil Império vivia fora dos núcleos urbanos densos. “Campo”, porém, não era um só lugar. Havia o Vale do Paraíba do café, o Recôncavo do açúcar, o…

Como eram os casamentos no Brasil Império

No Brasil Império (1822–1889), o casamento canônico católico era o único vínculo pleno de efeitos civis para os livres. Isso não significa que a maioria das uniões passasse pelo…

Como eram as festas e o lazer no Brasil Império

No Brasil Império, festa e lazer não cabiam num único calendário. Havia o entrudo de rua, a procissão de Corpus Christi, o baile palaciano, a congada, o teatro de plateia paga e…

Como funcionavam as escolas no Brasil Império

No Brasil Império (1822–1889), “escola” raramente significava um prédio seriado com classe etária única. A maior parte da população — sobretudo no campo, entre mulheres pobres e…